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Caio Bonfim abre o Mundial de Budapeste com medalha para o Brasil

Nem mesmo a tempestade e as poças de água impediram o brasileiro de brilhar na disputa dos 20 km em marcha atlética; de quebra, o atleta de 32 anos ainda melhorou o seu próprio recorde nacional, com 1:17:47

Caio Bonfim comemora o bronze e o recorde brasileiro nos 20 km da marcha atlética (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

Depois de um atraso de duas horas, provocado por uma tempestade, a prova dos 20 km marcha atlética abriu o Campeonato Mundial de Budapeste de Atletismo com festa brasileira. Caio Bonfim, o principal marchador da história do País, conquistou a medalha de bronze, com o tempo de 1:17:47, novo recorde brasileiro. O anterior era do próprio Caio, com 1:18:19, obtido em La Coruña, na Espanha, no dia 3 de junho de 2023.

Esta é a segunda medalha de bronze do brasileiro – a primeira foi conquistada no Mundial de Londres-2017. Caio esteve no grupo da frente em toda a prova e mostrou muita maturidade ao ser mais conservador no final dos 20 km, depois de tomar duas advertências. Mais uma e ele seria punido e perderia o pódio.

“Mais uma medalha para o Brasil. Deus quis me dar o bronze e estou muito feliz. Não quis arriscar no final e decidi não disputar com o sueco. O Brasil começou com o pé direito no Mundial”, disse Caio, que agradeceu a Caixa, a CBAt e a FAB. “Então eu vou torcer para todos os outros brasileiros que vão competir fazerem o seu melhor. Fica minha torcida. Foi o meu sétimo mundial e minha segunda medalha”, prosseguiu o atleta. Agora o Brasil tem 16 medalhas na história da competição. “O Brasil começou esse Mundial com o pé direito. Pé quente, graças a Deus”, acrescentou.

Caio fez uma excelente temporada até agora. Aos 32 anos, o brasiliense quebrou pela segunda vez o recorde brasileiro. “Fiz boas competições, como na vitória em La Coruña, e isso me deu mais confiança. Eu tinha de fazer a minha melhor marca, neste palco, no Mundial”, comentou o marchador, que ficou a 26 segundos do recorde sul-americano, que pertence ao fenômeno equatoriano Jefferson Peréz, dede 23 de agosto de 2003.

Mesmo com as dificuldades causadas pela chuva – o circuito montado em torno da Praça dos Heróis ficou cheio de poças de água – a prova foi muito rápida. O espanhol Álvaro Martin ganhou a medalha de ouro, com 1:17:32, o melhor tempo de 2023. O sueco Perseus Karlstrom levou a prata, com 1:17:39 (recorde do país). O japonês Koki Ikeda, que liderou boa parte da prova, terminou em 15º lugar, com 1:19:44. O outro brasileiro da competição, Max Gonçalves dos Santos, completou em 36º, com 1:24:10, recorde pessoal.

Na comemoração, logo após cruzar a linha de chegada, Caio deu um forte abraço em Gianetti Bonfim, sua mãe e treinadora. “Nossa, você está vendo esse tempo? É muita loucura!”, disse Gia. “Teve uma hora na prova em que ela (Gia) gritou ‘vai, vai mais à frente. Eu pensei: nossa, estou a 3:52 por km, é 1:17 no final e quem fizer esse tempo vai ganhar medalha’.”

Caio mandou um recado para João Sena, seu pai e treinador. “Me lembro de eu crescer com você falando do Mundial de 1991, em Tóquio, daquelas provas do Carl Lewis e do Mike Powell. Em Londres-2017, o senhor não pôde estar lá por causa dos problemas de saúde e a gente ganhou aquela medalha e o senhor disse que estava liberto de todos os problemas. Que essa seja ainda mais significativa. Você faz parte de tudo isso!” Mandou também um agradecimento a Juliana, sua mulher. “Juliana, obrigado por estar aí cuidando dos meninos (Miguel e Theo). É gratidão, muita gratidão por vocês. Amo muito todos vocês.”

No Centro Nacional de Atletismo, em Budapeste, Darlan Romani obteve o melhor resultado do dia na qualificação do arremesso do peso, com 22,37 m. Ele disputa a prova final ainda neste sábado (19/8), a partir das 15:37 de Brasília. Já Welington Morais terminou na 17ª colocação, com 20,30 m e está fora da decisão.

Letícia Oro Melo também garantiu vaga na final do salto em distância, com 6,73 m, sem a velocidade de vento informada. Ele ficou na quarta posição no grupo B e na sétima no geral. A norte-americana Tara Davis-Woodhall obteve a melhor marca, com 6,87 (-0.1). Eliane Martins e Lissandra Maysa Campos não avançaram, ficando em 26º (6,38 m) e 40º lugares (6,01 m), respectivamente. A final está marcada para este domingo (20/8), a partir das 11:55 de Brasília.

Nas eliminatórias dos 1.500 m, Jaqueline Weber ficou na 13ª posição na série um, com 4:14.46 (recorde pessoal), e não passou para as semifinais. A mais rápida do dia foi a queniana Nelly Chepchirchir (4:00.87).

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