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Gabriel Boza, destaque do Brasil no Mundial Sub-20 

O paranaense Gabriel Luiz Boza foi o destaque do Brasil no Campeonato Mundial Sub-20 de Atletismo de Cáli, iniciado no dia 1 e encerrado neste sábado (6/8) após seis dias de disputas no Estádio Olímpico Pascual Guerrero. Uma competição de altíssimo nível reuniu na cidade colombiana 1500 atletas de 145 países, 37 deles (19 mulheres e 18 homens) brasileiros.

A medalha de Gabriel foi a 15ª do Brasil na história dos Mundiais Sub-20, iniciada em Atenas, Grécia, em 1986 (sendo três de ouro, duas de prata e dez de bronze).

Os integrantes da seleção brasileira deixam Cáli na madrugada deste domingo (7/8) em cinco voos diferentes em direção a Guarulhos, São Paulo, via Bogotá, capital colombiana, e Panamá. Gabriel Boza disse que não tem nada combinado, mas pode até ter alguma surpresa para ele quando chegar a Presidente Prudente, onde treina com Cremílson Julião Rodrigues, o Montanha. É atleta da Associação Prudentina de Atletismo (APA) e está na expectativa de usar a nova pista, que está em reforma, e deve ficar pronta ainda este ano.

Gabriel saltou 7,90 m (0.2), na sexta e última tentativa – e ficou com a medalha de bronze do Mundial Sub-20. Agora, o seu objetivo passa a ser saltar novamente acima dos 8 metros. “A questão psicológica estava perfeita, me senti confiante o tempo todo, mas acho que posso melhorar muito na parte técnica, especialmente na fase aérea do salto. Quero saltar oito metros de novo e buscar o meu recorde pessoal”, disse o atleta que tem como melhor marca 8.04 m, obtida no dia 4 de setembro de 2021, em Bragança Paulista (SP). Mudou a corrida cerca de três semanas antes do Mundial – afastou a marca e sai lançado. “Antes, eu começava parado, mas assim me senti mais veloz. São 40 metros, mais sete passadas”, contou.

As próximas competições que estão no seu programa são o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa Sub-23, de 16 a 18 de setembro, em Cuiabá, Mato Grosso, o Sul-Americano Sub-23, de 29 de setembro a 1 de outubro, em Cascavel, Paraná.

Gabriel, que nasceu em São José dos Pinhais, no Paraná, descobriu o atletismo nos Jogos Escolares – jogava handebol e fazia salto em distância. Foi treinar no Centro de Esportes e Laser Max Rosenmann com Betinho Missaia e Leandro Nascimento, ainda na cidade paranaense, antes de vir para São Paulo – treinou com Nélio Moura entre 2019 e 2021 e depois com Montanha, em Presidente Prudente. “Precisei de um processo de adaptação, mas em 2020 já saltei 7,61 m.”

O saltador já havia sido identificado no último Mundial de Nairóbi, no Quênia, em 2021, quando foi quarto colocado atrapalhado por fortes câimbras nas panturrilhas, como um atleta com possibilidades de pódio. “Tínhamos uma expectativa positiva de que o Gabriel Boza poderia ter uma boa performance nesta competição”, afirma o diretor Técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) Jorge Bichara. A equipe em si precisa “rodar mais”. “É uma questão de oportunização, de ganho de experiência para atletas que precisam participar de competições grandes e continuar suas progressões de amadurecimento dentro do esporte.”

Todos os atletas atingiram os índices de qualificação exigidos pela World Athletics, estão entre os melhores do atletismo no mundo e num processo de construção de uma carreira esportiva na categoria adulta. “Os Mundiais Sub-20 estão cada vez mais fortes – vários resultados em Cáli colocariam atletas na final do Mundial adulto. Os atletas precisam chegar nesta categoria muito bem preparados, é um processo de formação para a categoria adulta”, acrescenta Bichara.

O presidente do Conselho de Administração da CBAt Wlamir Motta Campos conversou com Gabriel Boza e seu treinador Montanha e acha que ele é um exemplo para os colegas. “Sempre falo na pedagogia do exemplo e o Boza é um jovem com muita serenidade e responsabilidade. Me disse que lembrou do que eu falei antes da viagem: que colocasse nas malas o sonho, a esperança, a perseverança, a vontade de vencer e a superação e não levasse desculpas na bagagem”, disse Wlamir. “Ele me disse que lembrou disso e a medalha veio no último salto. A medalha do Boza é um grande exemplo.”

Wlamir ainda citou os bons resultados de Stefany Navarro, no heptatlo (fez recorde pessoal com 5.393 pontos), e o potencial que vem sendo mostrado pelo cearense que treina em Maceió, Alagoas, Matheus Lima, nos 400 m com barreiras. E o fato de a delegação ter levado para Cáli atletas que ainda são sub-18. “É uma delegação muito jovem, com atletas sub-18 já acumulando rodagem, o que ajuda a forjar esses atletas para o futuro.”

Mais informações sobre o Mundial: CLIQUE AQUI

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