Darlan Romani e Andressa de Morais brilham na temporada 2018

15 d agosto d 2018 às 6:51 pm

O catarinense Darlan Romani e a paraibana  Andressa de Morais serão alguns dos destaques do Troféu Brasil Caixa de Atletismo, principal campeonato de clubes de Atletismo da América Latina em setembro.

Darlan Romani (Ricardo Bufolin/CBAt)

Os resultados do catarinense Darlan Romani nos últimos anos, principalmente nesta temporada de 2018, o colocam não apenas na liderança do Ranking da América do Sul.

O desempenho do atleta faz dele um dos grandes nomes do mundo no arremesso do peso. Este ano ele enfrentou os principais arremessadores da atualidade e se saiu muito bem. Tanto que é o quarto colocado no Ranking Mundial, com 21,95 m.

Quinto na Olimpíada do Rio 2016 e quarto no Mundial Indoor de Birmingham 2018, na Grã-Bretanha, Darlan virou um atleta assíduo entre as estrelas da prova, como o norte-americano Ryan Crouser, o neozelandês Tom Walsh, o polonês Michal Haratyk e o alemão Dave Storl.

“O objetivo desde o início do ano é manter a regularidade, arremessar acima dos 21 metros”, diz Darlan, que defende o Pinheiros. “A consistência foi alcançada, o que me deixa feliz e ao mesmo tempo ainda mais comprometido com os treinamentos”, reforça Darlan, que treina com o cubano Justo Navarro, no Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), da CBAt, na cidade de Bragança Paulista (SP).

Desde o quinto lugar nos Jogos do Rio – a melhor colocação de um sul-americano na prova, Darlan entrou no radar dos investimentos da CBAt e do apoio do COB, com a participação em Campings na Europa e nos Estados Unidos.

Os bons resultados se confirmaram e este ano o gigante de 1,88 m e 150 kg ganhou três medalhas no circuito da Liga Diamante, o mais importante da IAAF: foi bronze em Eugene, nos Estados Unidos, prata em Lausanne, na Suíça, e bronze em Monte Carlo, em Mônaco. Em Eugene, obteve o recorde sul-americano de 21,95 m – um centímetro a mais do que havia conseguido dias antes em Bialostyk, na Polônia, com 21,94 m, em 20 de maio.

Recentemente, o atleta nascido a 9 de abril de 1991, na cidade de Concórdia, deu uma entrevista ao site da IAAF em que explicava os motivos que o levaram ao arremesso do peso. E deixou muito claro que é movido pelos desafios:

“Gosto do arremesso do peso e, quando entro em uma prova, confio em minha capacidade de superar a mim mesmo e todos os concorrentes, embora sempre com total respeito aos adversários. Em cada evento, lembro-me de que cheguei a um lugar que sempre sonhei, competir com os melhores do mundo. Esse pensamento me dá certeza de que o treinamento duro e mesmo as derrotas valeram a pena.”

E desafios não vão faltar ao pacato Darlan, casado com a ex-saltadora Sara e pai de Alice, que mesmo depois de tanto tempo morando fora de sua Concórdia ainda carrega o sotaque do oeste catarinense.

Darlan já está classificado para a final da Liga Diamante e disputará o Troféu Brasil Caixa de Atletismo, que começa no dia  14 de setembro, na pista do CNDA, onde o arremessador treina.

Evolução de Darlan

2009 – 15,22m
2010 – 17,66 m
2011 – 18,46 m
2012 – 20,48 m
2013 – 20,08 m
2014 – 20,84 m
2015 – 20,90 m
2016 – 21,02 m
2017 – 21,84 m
2018 – 21,95 m

 

Andressa de Morais (Ricardo Bufolin/CBAt)

O ano de 2018 está sendo excelente para a paraibana Andressa Oliveira de Morais, recordista sul-americana do lançamento do disco, com 65,10 m. Ela entrou na temporada esperançosa de colher bons resultados, mas a sucessão de competições mostrou que o trabalho forte, sério a elevaram a um patamar mais alto.

Ela chega ao mês de agosto com muito treinamento no Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), na cidade de Bragança Paulista, em São Paulo, juntamente com o especialista cubano Júlian Mejiás. Andressa tem ainda nada menos do que quatro competições importantes pela frente: o Campeonato Ibero-Americano de Trujillo, no Peru, de 24 a 26 deste mês a final da Liga Diamante em Bruxelas, na Bélgica, no dia 31 de agosto a Copa Continental de Ostrava, na República Tcheca, nos dias 8 e 9 de setembro e o Troféu Brasil Caixa de Atletismo, de 14 a 16 de setembro, em Bragança Paulista (SP).

“Estou muito feliz. Pude participar de etapas da Liga Diamante e estou na final. Quebrei meu recorde sul-americano, ultrapassando a barreira dos 65 metros. Agora, acabei de ser convocada para representar as Américas na Copa Continental”, disse a atleta de 27 anos, nascida em João Pessoa e casada com Everton Luiz Ribeiro, do lançamento do martelo.

Bateu o recorde sul-americano adulto do disco pela primeira vez no Campeonato Ibero-Americano de Barquisimeto, na Venezuela, até hoje recorde sub-23, em 2012, com 64,21 m. No ano passado, no Sul-Americano de Montevidéu, no Uruguai, melhorou o resultado para 64,68 m. E, finalmente este ano, no GP Brasil Caixa, em Bragança Paulista, obteve 65,10 m, marca muito comemorada.

“Estou treinando muito porque acredito que posso melhorar meu recorde mais ainda este ano. Estou competindo contra as melhores do mundo e a qualquer hora o resultado sai”, disse Andressa, referindo-se à croata Sandra Perkovic e as cubanas Yamé Peréz e Denia Caballero, suas adversárias constantes na Liga Diamante.

No Ranking Mundial de 2018, Andressa está em sétimo lugar, com 65,10 m. A bicampeã olímpica e mundial Sandra Perkovic lidera, com 71,38 m. Finalista no Mundial de Londres 2017, a atleta do Pinheiros ficou em quarto lugar nas etapas da Liga Diamante de Londres, de Doha e de Paris, e em sétimo em Roma.

 

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