Maratona do Rio de Janeiro reúne cerca de 18 mil participantes com emoção na linha de chegada. Os etíopes foram protagonistas da prova de 42,195 km neste domingo (7/6), ficando com os cinco primeiros lugares no feminino e os dois primeiros no masculino. A Maratona do Rio recebeu Selo Ouro da CBAt e Selo Elite Label da World Athletics

Os fundistas estrangeiros, especialmente africanos, dominaram completamente o pódio da Maratona do Rio 2026, neste domingo (7/6), com largada na Praia da Reserva e chegada no Aterro do Flamengo, altura da Marina da Glória, 42.195 km depois. No feminino, a campeã foi a etíope Gadise Mulu Demissie (2:25:47), novo recorde da maratona em corridas no Brasil. A marca feminina de referência era da também etíope Tiringo Mulu, com 2:29:48, tempo obtido no ano passado nos 42km da New Balance, em Porto Alegre.
No masculino, o campeão foi o também etíope Tesegaye Getachew (2:10:22). A Maratona do Rio recebeu o Permit 15/2026 – Selo Ouro e Selo Elite Label da World Athletics.
As sete primeiras colocadas no feminino foram etíopes. A melhor brasileira (11ª colocada) foi Amanda Aparecida de Oliveira (2:38:58). No masculino, Melquisedeke Messias Ribeiro ficou em 10º lugar (2:16:48) e Justino Pedro da Silva em 11º (2:18:46).
Um total de 17,7 mil inscritos enfrentaram temperaturas de 12 graus, a segunda mais fria do ano na cidade, no início da prova. Ao todo, foram 66,6 mil corredores inscritos para os quatro dias de provas (6 mil deles participaram de mais de uma distância – 5 km, 10 Km, meia maratona e maratona).
Feminino
1ª) Gadise Mulu Demissie (Etiópia) – 2:25:47
2ª) Tirfi Tsegaye Beyene (Etiópia) – 2:26:03
3ª) Azmera Abrha Gdey (Etiópia) – 2:26:20
4ª) Affera Godfay Berha (Etiópia) – 2:26:37
5ª) Zinash Debebe (Etiópia) – 2:26:55
Masculino
1º) Tsegaye Getachew (Etiópia) – 2:10:22
2º) Antenyaehu Dagnachew Yisma (Etiópia) – 2:10:24
3º) Daniel Mesfun Teklebrhan (Estados Unidos) – 2:10:45
4º) Mustapha Houdadi (Marrocos) – 2:10:51
5º) Victor Kipchirchir (Quênia) – 2:11:02
Nesta edição, a Maratona do Rio registrou crescimento de cerca de 15% no número de inscritos e vive um momento importante na busca por reconhecimento internacional.
Quem passou pela orla carioca nas primeiras horas deste domingo (7) encontrou uma paisagem diferente. Antes mesmo do sol nascer, milhares de corredores já estavam espalhados pelas ruas da cidade para encarar o maior desafio da Maratona do Rio: os 42 quilômetros entre a Praia da Reserva, na Barra da Tijuca, e a Marina da Glória.
A prova principal do maior festival de corridas de rua da América Latina reúne cerca de 18 mil participantes e confirma uma tendência que cresce ano após ano: a paixão pela corrida. Seja pela busca por qualidade de vida, superação pessoal ou até pela influência das redes sociais, cada vez mais pessoas estão trocando o sofá pelos tênis.
Mas especialistas fazem um alerta. A maratona é considerada uma das provas mais exigentes do esporte e requer meses de preparação. Com o aumento do número de participantes, também cresceram os atendimentos médicos. Segundo a organização da prova, em 2025 houve um aumento de 40% nos atendimentos em relação ao ano anterior. Os casos mais recorrentes foram de desidratação, hiponatremia, hipotermia e hipertermia. A recomendação é respeitar os próprios limites e não pular etapas.
Mesmo assim, o fascínio pelos 42 quilômetros continua atraindo multidões. Nesta edição, a Maratona do Rio registrou crescimento de cerca de 15% no número de inscritos e vive um momento importante na busca por reconhecimento internacional.
Maratona do Rio bate recorde do feminino e fica a 2 segundos do melhor tempo no masculino feito no país
A Maratona do Rio tem os 42km mais rápidos em território nacional no naipe feminino. Neste domingo, sete atletas correram abaixo do melhor tempo dos 42km feito no país em evento de maratona. A vencedora, Gadise Mulu Demissie foi a campeã, com o tempo de 2h25min47: mas a etíope cruzou a linha de chegada e passou mal.
Atrás dela chegaram outras cinco atletas da Etiópia dentro do recorde: Tirfi Tsegaye Beyene (2h26min03), Azmera Abrha Gdey (2h26min20), Affera Godfay Berha (2h26min37), Zinash Debebe (2h26min55), e Ayinadis Teshome Birle (2h27min43). Elas foram seguidas pela queniana Catherine Cherotich, que terminou a prova com 2h28min56, também na zona do recorde.
A marca feminina de referência era da também etíope Tiringo Mulu, com 2h29m48s, tempo obtido no ano passado nos 42km da New Balance, em Porto Alegre.
Mas a maratona mais rápida em território nacional ainda permanece sendo a da queniana Jemima Sumgong, 2h24min04, feita na maratona dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
Quase recorde é batido entre os homens
No masculino, o recorde não chegou por 2 segundos. O melhor tempo de maratona realizada no país foi estabelecido na semana passada na Maratona de Porto Alegre Olympikus, com o queniano Daniel Hiprono Sang, com 2h10min21.
Neste domingo, o vencedor foi o etíope Tsegaye Getachew, com 2h10min22.

